Artigo - Trabalho e desafios de 2021
- Fonte: O Popular
- 5 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 17 de fev. de 2023

Do home office à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), 2021 exigirá muitas adaptações no mundo do trabalho - boa parte delas como consequência da pandemia que reluta em partir. Processos que já estavam em curso, como a digitalização e outras mudanças relacionadas à tecnologia e as reformas propostas pelo governo federal devem, certamente, ter grande impacto em um futuro bem próximo.
A necessidade imposta pela pandemia fez do home office uma urgência, permitindo a manutenção de postos de trabalho e até criando outros, apesar de falhas na legislação, que precisam ser ajustadas para garantir ao empregado seus direitos de privacidade, remuneração e ao descanso. O improviso e a urgência, justificativa para muito amadorismo em relação ao teletrabalho em 2020, terão de dar lugar à implementação planejada na gestão deste regime para aproveitar todas as suas potencialidades.
O real impacto da LGPD, que entrou em vigor no segundo semestre, será sentido em 2021 em um efeito cascata. De sites de relacionamentos a corretoras de seguros e lojas, passando por órgãos do governo, todos serão obrigados a mais investimentos no monitoramento da segurança e na proteção de dados, o que exigirá treinamento das equipes e não apenas do pessoal envolvido diretamente em tecnologia da informação - carreira que estará ainda mais em alta em 2021. Os empregados e colaboradores poderão estar trabalhando e lidando com dados pessoais e sensíveis em home office, o que exigirá capacitação e cuidados redobrados.
Tanto o home office quanto a LGPD relacionam-se diretamente com outro fenômeno: o aumento do comércio on-line. Seu crescimento exponencial ao longo do ano foi uma resposta, evidentemente, à necessidade de isolamento social. Parte das vagas perdidas no comércio presencial podem ser transferidas para o comércio on-line, mas sua consolidação depende do desenvolvimento de uma infraestrutura digna para dar-lhe suporte.
A Reforma e minirreforma já engendradas pelo governo com a justificativa de estimular a geração de empregos ainda não surtiram efeito - e a pandemia não é a única vilã. O nível de desemprego, cuja queda era esperada para o último trimestre, chegou a alarmantes 14% em dezembro. Porém, com a proximidade do início da campanha de vacinação e a acomodação política do pós-eleições, a expectativa é de crescimento, ainda que de forma lenta e gradual, na oferta de postos de trabalho e diminuição do trabalho informal. Desde que, obviamente, as políticas de enfrentamento à pandemia e de retomada da economia obedeçam ao mínimo de bom senso e coordenação.




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